Uso de agrotóxicos no Brasil

Uso de Agrotóxicos no Brasil

Mais um ranking que não gostaríamos de estar na frente: O Brasil é maior importador de agrotóxicos do planeta!

Consome pelo menos 14 tipos de venenos proibidos no mundo, dos quais quatro, pelos riscos à saúde humana, foram banidos no ano passado, embora pesquisadores suspeitem que ainda estejam em uso na agricultura.

Os agrotóxicos fazem parte do cultivo agrícola de muitos países com o objetivo de eliminar pragas que infestam as plantações.

Porém, quando esses compostos são usados em excesso podem causar sérios problemas de intoxicação no organismo humano.

O Ministério da Saúde adverte que os agrotóxicos estão em segundo lugar como os maiores causadores de intoxicação no Brasil.

São consumidos anualmente cerca de 130 mil toneladas no país; representando um aumento no consumo de agrotóxicos de 700% nos últimos quarenta anos, enquanto a área agrícola aumentou 78% nesse período.

Sintomas de intoxicação

O sintoma da intoxicação com os agrotóxicos vai depender da quantidade ingerida e do tempo de exposição, podem ser desde cefaleia, irritação cutaneomucosa, dermatite de contato irritativa ou por hipersensibilização, náusea e discreta tontura.

Na intoxicação aguda, os sintomas podem ser hipotensão, arritmias cardíacas, insuficiência respiratória, edema agudo de pulmão, pneumonite química, convulsões, alterações da consciência, choque, coma, podendo evoluir para óbito.

A intoxicação crônica manifesta-se através de inúmeras patologias, que atingem vários órgãos e sistemas, com destaque para os problemas imunológicos, hematológicos, hepáticos, neurológicos, malformações congênitas e tumores.

Infelizmente boa parte do agrotóxico já está na planta que passa para o alimento e, portanto não poderão ser eliminados. Por isso a melhor forma, todos sabem, é consumir produtos orgânicos. O problema está no preço, que pode ser o triplo do que se paga pelo alimento cultivado com agrotóxico.

Para minimizar o problema veja alguns truques que você pode fazer antes de consumi-los:

  1. Descartar as folhas externas das alfaces, repolhos, que é onde se concentram maior parte dos agrotóxicos. Pepino, maçã, manga, laranja, abacaxi, mamão – como boa parte dos agrotóxicos está na casca, se a pessoa descasca, já se livra bem deles.
  2. Lavar as folhas uma a uma, legumes e frutas por 3 minutos em água corrente. Legumes, frutas como a maçã pode ser lavada com água e uma esponja ou escovinha. Se quiser usar detergente, que seja neutro. A imersão em água fervendo e a exposição ao vapor também ajudam a eliminar o agrotóxico dos alimentos
  3. O bicarbonato de sódio foi considerado uma das melhores substâncias para remover agrotóxicos de alimentos, segundo um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
    Depois de lavá-los, deixá-los de molho por 30 minutos na substância de 1 litro de água com 1 colher de sopa de bicarbonato.
    Mas é preciso ter atenção para não ingerir esse composto, daí a importância em lavar novamente os alimentos depois.
  4. Em alguns casos, frutas e legumes podem receber uma camada de cera para que não percam a umidade e murchem. Esta cera também contém substâncias fungicidas e bactericidas para evitar o aparecimento fungos e de bactérias. Ex. maçãs, pimentões, berinjelas, grapefruits, melões, nectarinas, pêssegos, etc. Para eliminá-la, sempre que possível, descasque legumes e frutas. Você perderá algumas  vitaminas contidas na casca, mas em compensação terá uma alimentação mais segura.
  5. Procure usar sempre legumes, verduras e frutas da safra, pois possuirão menos defensivos e hormônios. Legumes muito grandes, produzidos convencionalmente, podem ser resultado de adubação e estimulantes artificiais.
  6. Dê preferência aos produtos nacionais, ao invés dos importados. Frutas e legumes produzidos localmente não requerem tantos pesticidas como aqueles que percorrem longas distâncias e são armazenados por longos períodos de tempo.

Os consumidores não devem parar de consumir frutas ou verduras.

Estas informações se destinam a levar maior conhecimento do que ocorre na produção de hortigranjeira e dar-lhe uma visão mais crítica ao escolher o que vai a sua mesa.

Assim teremos mais ferramentas para cobrar do produtor pelo bom alimento e providencias do governo na elaboração de leis e fiscalização sobre o uso dos agrotóxicos.

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